A contenção da erosão e recuperação de área degradada no final de uma rede de galerias pluviais entre o Jardim Lisboa e o Parque Bandeirantes, ao lado da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), caminha para a conclusão. O trabalho começou no final de abril e os operários já conectar o novo ramal à antiga caixa, que está sendo concretada para finalizar esta etapa da construção. Depois será implantado um sistema de drenagem e recomposto o aterro.

A obra compreende uma rede dupla de tubos de concreto com um metro de diâmetro, estendendo o final da rede atual por cerca de 30 metros, para evitar que a saída da água das chuvas provoque mais erosão, na direção da rua José Dias Lopes. Além disso, será necessário ainda uma grande movimentação de terras, tanto para proteger as galerias e caixas, quanto para recuperar a área degradada pela erosão, nos últimos anos.

O secretário municipal de Obras, Planejamento Urbano e Projetos Técnicos, Isamu Oshima, explica que com o rompimento de caixas antigas e parte da rede, uma cratera se formou e chegou a poucos metros da rua, além de carrear muita terra para o leito do lago Aratimbó, que tem nascentes naquela região.

O município contratou uma empresa em regime emergencial para resolver o problema. “Temos recuperado e implantado galerias em diversos pontos da cidade, para direcionar as águas das chuvas, conter a erosão recuperar áreas atingidas. Quando o período de chuvas voltar, a cidade estará melhor estruturada e teremos menos prejuízos”, disse. Foram realizados serviços desta natureza no Bosque dos Xetá, Lago Tucuruvi, Jardim Mônaco, Parque Dom Bosco, avenidas Parigot de Souza (Poliesportivo) e Guanabara, Jardim Beira Rio, Jardim Maria Lúcia e no Parque Industrial 3A, entre outros locais.

Para o prefeito Celso Pozzobom, é importante eliminar a erosão antes que os prejuízos sejam maiores. “Além de proteger a área, preservar a integridade das vias públicas na região e conter a erosão – que será recuperada, após a implantação das galerias – essa obra ajuda a reduzir o assoreamento do Lago Aratimbó, pois parte dos sedimentos que deságuam por lá provém da erosão nas nascentes”, afirmou.

Por:PMU