Equipes da Prefeitura de Umuarama estão percorrendo as estradas rurais para medir os estragos causados pelas chuvas de dezembro e início de janeiro deste ano. Em poucos dias choveu cerca de 350 mm, danificando quilômetros de estradas em leito natural (sem asfalto) e afetando também o pavimento nas rodovias da região e no perímetro urbano. A quantidade e o tamanho dos buracos nas ruas e avenidas de Umuarama aumentaram consideravelmente por conta do excesso de umidade.

Conforme dados da estação meteorológica da Cocamar, localizada no entroncamento da rodovia PR-468 (próximo ao trevo saída para Mariluz) com a PR-323, o mês passado registrou volume de chuvas bem acima da média história para o período – foram 260 mm, enquanto o normal para dezembro é 176,8 mm. Janeiro também começou com alto índice de chuvas. Em apenas dois dias, a estação meteorológica da Cocamar registrou 113 mm enquanto no Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), no Parque de Exposições Dario Pimenta Nóbrega, a estação mediu 90mm de chuvas entre as 9h do dia 1º e as 17h30 desta terça-feira, 2.

Com tanta água as estradas não resistiram. Houve rompimentos em alguns trechos e muita lama acumulada sobre as vias. O secretário de Serviços Rodoviários, Mauro Liutti, está com equipes trabalhando em vários pontos. “Com máquinas e equipamentos, nossos servidores iniciaram o trabalho nesta quarta-feira, 3, agora que a chuva deu uma trégua. Até esta terça-feira, praticamente não havia o que fazer. Estávamos de mãos atadas, justamente pela quantidade de chuvas sem precedentes para este período”, disse.

O secretário ainda não concluiu o levantamento dos estragos, mas já sabe que há problemas em quase todas as estradas rurais do município, que somam mais de 500 km. “É uma extensão bem considerável, com a agravante do tipo de solo típico desta região, que é pouco resistente e de fácil erosão”, acrescentou Liutti. “Mesmo assim, estamos agindo com rapidez para que o trânsito seja restabelecido com segurança o quanto antes, em todas as vias”, completou.

Na cidade, a Secretaria Municipal de Obras também tem equipes de plantão realizando serviços emergenciais nos pontos mais críticos. A Prefeitura vai empregar força máxima na recuperação dos estragos a partir da próxima segunda-feira, 8, com o fim do recesso administrativo e das férias coletivas dos servidores municipais.

De acordo com a Defesa Civil, não houve famílias desabrigadas ou desalojadas pelas chuvas, porém algumas casas construídas irregularmente em áreas de risco e margens de córregos estão sendo monitoradas pelo risco de desabamento, com o recuo das encostas. Os agentes também estão realizando vistorias em muros de arrimo que apresentaram trincas e rachaduras, porém não foi determinada nenhuma interdição ou isolamento. A situação é mais crítica na ponte sobre o córrego Pinhalzinho, no Parque Laranjeiras.

Interditada desde o final de 2017, a ponte ameaça ruir a qualquer momento. Ela está com as fundações e alas completamente comprometidas. A Defesa Civil e a Guarda Municipal sinalizaram com placas e isolaram o local com faixas e cavaletes, mas alguns moradores se arriscam e continuam fazendo a travessia.

“Não é seguro passar por aquele lugar. A população pode usar a ponte do Jardim Petrópolis, que foi construída no ano passado pela Prefeitura e fica a poucos metros do Laranjeiras, e em breve haverá mais uma opção – a ponte do Jardim Espanha, que está em fase adiantada de obras. Portanto, recomendados que a travessia não seja feita de forma alguma na ponte do Laranjeiras”, orientou o inspetor Valdiney Rissato, diretor da Guarda Municipal. Não há previsão de obras no local até a conclusão da ponte no Jardim Espanha.