Repercutiu como um sinal de alerta a morte do empresário em Altônia Mario Castro Alves, Marin do Lava Jato, de 37 anos, neste domingo (26).

A surpresa foi porque Mario só apresentou problema cardíaco uma vez, quando era criança e depois não teve mais nada.

Portanto, era uma pessoa aparentemente saudável. Era casado, tinha duas filhas e uma legião de amigos.

Segundo relatos de amigos e familiares, Mario não gostava de ir ao médico. Depois de passar mal na noite de sábado, a esposa chamou o SAMU, mas ele recusou atendimento.

Na manhã de ontem, domingo, depois de sentir fortes dores no calcanhar, que estava fraturado, ele foi levado até o Hospital Municipal Irandir Munhoz.

Logo depois de ser atendido pelos médicos plantonistas, Mario sofreu uma convulsão seguida de parada cardíaca. Todas as medidas possíveis para reanimar o altoniense foram tomadas, mas o quadro era irreversível e ele faleceu poucas horas depois de chegar ao hospital.

De acordo com os laudos do paciente, que foram analisados por uma junta de cardiologistas, Mario sofria de uma lesão necrótica no coração, ou seja, ele tinha uma cardiopatia não tratada.

Segundo informações de familiares, quando tinha cerca de oito anos de idade, Mário sofreu várias paradas cardíacas, mas foi socorrido e se recuperou e não teve mais problemas desde então.

Possivelmente, o episódio na infância deixou uma lesão no coração, que silenciosamente foi danificando as funções do órgão.