O prefeito Celso Pozzobom acompanhou, na manhã de quarta-feira, 14, as obras de reconstrução dos aterros da ponte sobre o córrego Pinhalzinho, no acesso ao Jardim São Cristóvão pela rodovia PR-323. A cabeceira desmoronou devido ao rompimento de uma galeria pluvial. Após ser totalmente escavada, outros problemas se revelaram na base da ala de concreto, já afetada pelas águas do ribeirão.

O secretário de Obras, Planejamento Urbano e Projetos Técnicos, Isamu Oshima, explicou que parte das fundações da ponte estão expostas, o que ameaça a integridade das alas de concreto. Por isso, além da recomposição dos aterros será necessário implantar uma extensão da base em concreto, aprofundando as alas – serviço que exige drenagem e um direcionamento temporário do curso do rio, sob a ponte.

“Essa viga vai reforçar a estrutura das alas e garantir sua integridade. Quando estiverem prontas, o aterro está protegido da água do córrego – que hoje está entrando por baixo do concreto – e então poderemos completar com pedra rachão e o novo aterramento. Além disso, colocaremos uma manta de bedin (espécie de manta geotêxtil, utilizada em obras de drenagem)”, explicou o secretário.

Para o prefeito, é importante realizar um serviço de qualidade, resolvendo todos os problemas estruturais que a ponte apresenta, para que a população não corra mais o risco de ficar isolada. “Entendo que é uma situação difícil para os moradores daquela região do São Cristóvão, bem como para alunos da Escola Agrícola, da UEM, funcionários da Sanepar que operar a estação de tratamento de esgoto e também moradores da zona rural. Todos precisam dar uma grande volta para chegar aos seus destinos, porque o aterro da ponte não suportou as chuvas”, afirmou.

Porém, com o trabalho que vem sendo realizado na recuperação dos estragos, Pozzobom acredita que a solução será definitiva. “Estamos trabalhando para assegurar que as alas sejam reforçadas e o aterro não seja mais atingido pelo excesso de chuvas. Inclusive as galerias pluviais da ponte foram reposicionadas nos dois lados, praticamente isoladas dos aterros. Em caso de rompimento, as galerias não vão mais afetar a ponte”, completou o prefeito, que estima os reparos em cerca de R$ 250 mil.