Desde o início de 2017, o presidente Michel Temer liberou quase R$ 10,7 bilhões. Conforme levantamento da ONG Contas Abertas, em 2016 e 2015, foram liberados R$ 7,3 bilhões e R$ 3,4 bilhões, respectivamente, para os parlamentares. Os dados consideram os valores empenhados para a execução de emendas individuais às despesas do Orçamento Geral da União (OGU) e são do Siga Brasil, do Senado Federal.

A maior liberação desses recursos em 2017 aconteceu no mês de dezembro: R$ 3,2 bilhões desembolsados para as emendas. No período, o presidente Temer e seus aliados estavam tentando aprovar a reforma da previdência, como sinal de austeridade no controle das contas públicas.

Outros picos de “generosidade” em tempos de crise do governo aconteceram em junho (R$ 2 bilhões) e julho (R$ 2,4 bilhões). Nesses meses o presidente estava tentando barrar a primeira denúncia contra ele no

A liberação de emendas é tradicional mecanismo dos governos para assegurar a fidelidade da base aliada.

Do total empenhado em emendas de 2017, mais de 58,6% foi para deputados federais, R4 32,2% para bancadas estaduais e o restante para senadores. No topo do ranking de beneficiados pelos recursos estão as bancadas do Rio Grande do Sul e de Goiás, com R$ 138,5 milhões cada. Já a bancada do Acre recebeu R$ 136,2 milhões em emendas empenhadas.

Para onde vão as emendas

A maior parcela das emendas liberadas estão alocadas em iniciativas da saúde. Cerca de R$ 2,3 bilhões, quase 21,5% do total, devem ser destinados ao apoio à manutenção de unidade de saúde. Outros R$ 1,5 bilhão foram liberados para apoio a política nacional de desenvolvimento urbano. Enquanto isso, mais R$ 2,6 bilhões foram autorizados, por meio de emendas, para estruturação em unidades de atenção especializada em saúde e na rede de serviços de atenção básica de saúde.

Estados

Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia serão os mais beneficiados pelo recorde de emendas liberadas por Temer em 2017.