O Governo do Paraná tem quatro frentes de trabalho na obra de manutenção e conservação da PR-323, no trecho entre as cidades de Maringá e Francisco Alves, no Noroeste do Estado. As obras serão finalizadas até o final deste ano, informa o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR). Desde 2012, o investimento do Estado neste trecho - de 220 quilômetros e que liga importantes municípios do Norte e do Noroeste do Estado - chega a R$ 102,3 milhões.

Alguns percursos, como entre Umuarama e Perobal e entre Cianorte e Tapejara, já receberam melhorias. “Fizemos revestimento asfáltico, recuperação, tapa-buracos e outras reformas importantes”, diz o superintendente da regional Noroeste do DER-PR, João Luiz Goltz de Almeida.

REFORÇO – Além dos investimentos já feitos, o governo estadual incluiu a recuperação da PR-323 também no maior pacote de licitações para obras de conservação e manutenção de rodovias do Paraná, lançado em março de 2017.

São R$ 2,3 bilhões para intervenções nos próximos três anos, com contratos divididos em dois tipos de obras. São 15 lotes de contratos para Recuperação e Melhoria de Pavimento (Cremep), com extensão total de 4,18 mil quilômetros, e 18 lotes para Conservação de Pavimentos (COP) para trechos de 6 mil quilômetros.

DUPLICAÇÃO – Em 2013, o Governo do Estado lançou o programa de parceria público-privada para a duplicação da PR-323, uma obra muito esperada pelos moradores da região Norte e Noroeste do Estado. O consórcio vencedor, no entanto, não cumpriu o que foi previsto em contrato, e o Conselho Gestor de Concessões do Governo do Paraná suspendeu o documento.

O Governo do Estado estuda se assume a duplicação da PR-323 com recursos próprios ou se licita novamente a estrada para concessão.“Agora, só precisamos vencer toda a burocracia do trâmite legal para agilizar a obra, e eu estou pessoalmente envolvido nisso”, disse o governador Beto Richa durante um evento realizado em Cianorte, na semana passada.

POPULAÇÃO - Quem utiliza a PR-323 aprova as melhorias, a exemplo do caminhoneiro Paulo Sérgio Cravo, 36 anos. “O trecho entre Cianorte e Francisco Alves está muito bom. Em alguns pontos há até terceira faixa”, disse. “Com estradas bem estruturadas, conseguimos trabalhar melhor e o desgaste do caminhão é menor”, acrescenta ele, que utiliza a estrada toda semana.

André Cesar Pinafi, 36 anos, também caminhoneiro, conta que o trabalho da equipe do DER-PR no trecho entre Cianorte e Francisco Alves é intenso. “Todo dia tem alguém tapando buraco ou fechando a pista para fazer alguma reforma”, relata. “A única coisa que precisa ser melhorada é a parte entre Cianorte e Maringá”, acrescenta.

O superintende do DER-PR Goltz de Almeida explica que no trecho entre Cianorte e Maringá só há obras de tapa-buraco. “Ainda não há serviços maiores no percurso, porque estamos aguardando a próxima licitação para a escolha da empresa que fará as reformas, o que deve sair ainda neste ano”, disse.

 

fonte: Governo do Paraná

Fotos: AEN