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Richa libera R$ 6,6 milhões para obras no aeroporto de Umuarama

Richa libera R$ 6,6 milhões para obras no aeroporto de Umuarama

O governador Beto Richa assinou nesta segunda-feira (18), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, um protocolo para liberar R$ 6,6 milhões para reformas no aeroporto Orlando de Carvalho, em Umuarama. Entre as obras previstas estão o recapeamento e a ampliação da pista e a adequação e a ampliação do terminal de embarque e desembarque de passageiros. “Esse investimento no aeroporto de Umuarama é muito importante porque, além de possibilitar a Umuarama ter voos regulares, vai contribuir para um desenvolvimento mais intenso da cidade e de toda a região Noroeste, que é de suma importância para o Estado”, disse Richa. “O município está esperando uma linha comercial área faz muito tempo”, afirmou. ADEQUAR - Para que os aeroportos do Paraná recebam voos comerciais, precisam se adequar aos padrões técnicos exigidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “Não conseguiríamos fazer os ajustes no aeroporto de Umuarama sem a ajuda do governo estadual”, disse o prefeito de município, Celso Pozzobom. Com os recursos garantidos pelo Governo do Estado, o município agora abrirá concorrência pública para contratar uma empresa que será responsável pela obra. PRESENÇAS – Também participaram da solenidade o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni e os deputados estaduais Fernando Scanavacca, Marcio Nunes e Jonas Guimarães.
Vigilância em Saúde já capturou 85 escorpiões em Umuarama

Vigilância em Saúde já capturou 85 escorpiões em Umuarama

A ocorrência de escorpiões e a incidência de picadas de pessoas Umuarama são monitoradas pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) desde o início do ano. O setor de animais sinantrópicos, venenosos e peçonhentos (ASVP) segue rotinas preconizadas pelo Ministério da Saúde e realiza visitas residenciais e em terrenos, quando são notificados acidentes ou por solicitação da população, mapeamento e identificação de áreas prioritárias e medidas de controle e manejo populacional de escorpiões, baseadas na coleta dos animais. Já foram capturados 85 espécimes. “Outra forma de ação é modificar as condições do ambiente, a fim de torná-lo desfavorável à ocorrência, permanência e proliferação destes animais”, explica o diretor da Covisa, Flávio Posseti. Ele informa que foi identificada em Umuarama a presença da espécie Bothriurus – o escorpião preto, de jardim – que não oferece risco grave à saúde humana. “Porém, também encontramos áreas da cidade com escorpiões amarelos, do gênero Tityus, que oferece risco à saúde e exigem medidas mais sérias da Vigilância Ambiental”, explicou. A região da Praça Anchieta e parte do alto São Francisco apresentam presença do Tityus stigmurus, que possui tronco amarelo-escuro, triângulo negro no cefalotórax, faixa escura longitudinal mediana e manchas laterais escuras, com comprimento de 6 cm a 7 cm. Outras três áreas (Parque Jabuticabeiras, Zona 3 – Avenida Rolândia, próximo ao campus-sede da Unipar – e rodovia PR-489, entre o Conjunto Ouro Branco e o Sonho Meu), monitoradas desde o início do ano, apresentam presença do Tityus serrulatus (de tronco marrom-escuro; pedipalpos, patas e a cauda amarelados, serrilha dorsal e uma mancha escura no lado ventral da vesícula, medindo até 7 cm). O controle populacional desses animais depende da limpeza e exige dedicação da população. “Os escorpiões necessita dos quatro 'As' para sobreviver e proliferar – acesso a abrigo, alimentação e água. Por isso, orientações técnicas da Vigilância acatadas pela população surtem bons resultados – ao contrário do controle químico (veneno), que não funciona com esses animais”, explica Posseti. Com o hábito de se abrigarem em frestas de paredes, embaixo de caixas, papelões, pilhas de tijolos, telhas, madeiras, em fendas e rachaduras do solo, além da capacidade de permanecer semanas, até meses sem se movimentar, torna o tratamento químico ineficaz. Já a limpeza dos terrenos é fundamental para eliminar os focos. Madeira empilhada, lajotas e outros materiais atraem insetos da cadeia alimentar do escorpião, como a barata. Isso vai mantê-los neste ecossistema. “Não recomendamos a aplicação de produtos químicos de higienização compostos por formaldeídos, cresóis, clorobenzenos, nem de inseticidas, raticidas, mata-baratas ou repelentes do grupo dos piretróides e organofosforados. Isso vai afugentar os escorpiões dos esconderijos e eles podem procurar locais não expostos à ação desses produtos, aumentando o risco de acidentes”, orienta.   Recomendações A ocorrência de escorpiões de coloração amarelada deve ser notificada imediatamente à Vigilância em Saúde – pelo fone (44) 3906-1145 – para que as medidas de controle sejam efetivas. A equipe de técnicos da ASVP, formada pelo biólogo José Gilberto Aguiar, farmacêutico Flávio Posseti e o agrônomo Wesley Secundini, atua no monitoramento e recolhimento de animais, nas áreas informadas pela população. Até agora foram recolhidos 85 escorpiões, entre os quais cerca de 30 das espécies Tityus stigmurus e serrulatus (ambos de colocação amarelada). Os demais, Bothriurus (pretos), foram capturados e reintroduzidos em mata nativa, já que são nativos e não representam riscos à saúde. “Nosso município apresenta dois acidentes notificados, ambos considerados leves e investigados, sem agravamento do caso”, completa Posseti. Uma mulher foi picada nas imediações do Ouro Branco, mas foi tratada e passa bem.   – Cuidados que devem ser tomados pela população, para evitar acidentes com escorpiões   Na área externa do domicílio • Manter limpos quintais e jardins. Não acumular folhas secas e lixo domiciliar • Acondicionar lixo em sacos plásticos ou outros recipientes apropriados e fechados e entregá-lo para a coleta • Não jogar lixo em terrenos baldios • Limpar uma faixa de dois metros (aceiro) em terrenos baldios nas redondezas dos imóveis • Eliminar fontes de alimento para os escorpiões (baratas, aranhas, grilos e pequenos animais invertebrados) • Evitar a formação de ambientes favoráveis ao abrigo de escorpiões, como obras de construção civil e terraplenagens que possam deixar entulho, superfícies sem revestimento, umidade etc. • Remover periodicamente materiais de construção e lenha armazenados, evitando o acúmulo exagerado • Preservar os inimigos naturais dos escorpiões (aves de hábitos noturnos como corujas, joão-bobo, etc.), pequenos macacos, quati, lagartos, sapos e gansos • Evitar queimadas em terrenos baldios, pois desalojam os escorpiões • Remover folhagens, arbustos e trepadeiras junto às paredes externas e muros • Manter fossas sépticas bem vedadas, para evitar a passagem de baratas e escorpiões • Rebocar paredes externas e muros para que não apresentem vãos ou frestas   Na área interna • Rebocar paredes para que não apresentem vãos ou frestas • Vedar soleiras de portas com rolos de areia ou rodos de borracha • Reparar rodapés soltos e colocar telas nas janelas • Telar as aberturas dos ralos, pias ou tanques • Telar aberturas de ventilação de porões e manter assoalhos calafetados • Manter todos os pontos de energia e telefone devidamente vedados   Na ocorrência de acidente, limpar o local da picada com água e sabão e procurar orientação médica imediata mais próxima (UBS, posto de saúde, hospital de referência), acionando o Samu pelo 192. A vítima deve ser levada o serviço de saúde do SUS com urgência. Se for possível, capturar com todo cuidado o animal e levá-lo para a equipe que prestará assistência.   Fonte: SECOM/ PMU